Monday, February 25, 2008
O CÓDIGO DA VINCI
(The Da Vinci Code, EUA, 2006) Direção: Ron Howard. Com Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Paul Bettany, Alfred Molina, Jean Reno. Drama/Mistério/Policial, 149 min. HBO.
Quando de seu lançamento dos cinemas, esta adaptação do romance homônimo de Dan Brown foi muito beneficiada pela controvérsia gerada em torno de diversos aspectos do seu roteiro, que supostamente atacaria alguns preceitos fundamentais da Igreja Católica. A polêmica, porém, provou ser maior do que o filme em si. Nele, o simbologista Robert Langdon é chamado para investigar o assassinato de um curador do museu do Louvre. Com a ajuda da criptógrafa Sophie Neveu, Langdon descobre que o falecido pertencia a uma sociedade secreta e que poderia conhecer a chave para mistérios escondidos na lenda do Santo Graal e em obras de Leonardo da Vinci. A direção burocrática e pouco inspirada de Ron Howard diminui o impacto das cenas de ação e transforma o que deveria ser uma trama surpreendente em algo previsível e rotineiro. Há, porém, alguns trunfos, como o desempenho memorável de Ian McKellen no papel de Sir Leigh Teabing, historiador amigo de Langdon.
Nota: 6,0
Saturday, February 16, 2008
BORAT - O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA
(Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, EUA, 2006) Direção: Larry Charles. Com Sacha Baron Cohen, Ken Davitian, Luenell, Pamela Anderson. Comédia, 84 min. Telecine Premium.
Borat Sagdiyev é um jornalista cazaquistanês que viaja para os Estados Unidos junto com seu produtor Azamat Bagatov, a fim de conhecer melhor o povo e os costumes desse país. No trajeto, acaba se apaixonando pela atriz Pamela Anderson e decide encontrá-la para pedir sua mão em casamento. Por que este filme é tão bom? Porque Borat é um personagem fictício, criado pelo ator Sacha Baron Cohen, e muitas das situações apresentadas no filme envolvem pessoas reais - boa parte delas, aliás, acabou processando o ator e os realizadores do filme. A forma como Cohen retrata Borat é impagável: trata-se de um sujeito machista, anti-semita, incestuoso e homofóbico, além de apalermado. O maior mérito de Borat, o filme, é escancarar os preconceitos, a hipocrisia e a arrogância dos habitantes de um país que se intitula a "Terra da Liberdade". Os exemplos são vários: durante um rodeio, um dos participantes pede ao jornalista que não ostente seu bigode, sob o risco de parecer "muçulmano demais". Aliás, o humor do filme é profundamente sarcástico e as surpreendentes "pegadinhas" armadas por Cohen fazem a turma de Jackass parecer um bando de crianças endiabradas.
Nota: 9,0
007 - CASSINO ROYALE
(Casino Royale, EUA/Inglaterra/Alemanha/República Tcheca, 2006) Direção: Martin Campbell. Com Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikkelsen, Jeffrey Wright, Judi Dench, Giancarlo Giannini, Caterina Murino. Ação, 144 min. Telecine Premium.
A premissa de Casino Royale, que havia sido filmado há quarenta anos como uma sátira, é bem simples. Logo após se tornar um agente secreto, James Bond recebe a primeira missão de sua chefe M: parar Le Chiffre, um banqueiro que financia atos terroristas pelo mundo e que, devido a um erro, está ameaçado de perder toda sua fortuna... a não ser que vença um jogo de pôquer no cassino que dá nome ao filme. O roteiro de Paul Haggis (Crash - No Limite) mostra a origem do personagem e porque ele se tornou uma infalível máquina de matar. Quem diria que Bond, caracterizado em seus filmes por usar as mulheres de forma descartável, já foi apaixonado pela misteriosa Vesper Lynd e esteve perto de jogar sua carreira para o alto em nome de um grande amor? As ótimas cenas de ação são bem feitas e Bond (aqui, um iniciante) é obrigado muitas vezes a usar a força bruta, sem recorrer a suas costumeiras engenhocas. Daniel Craig foi muito criticado ao ser escalado para o papel, mas sua atuação é perfeita. Por todas as razões acima, Casino Royale não é apenas o melhor filme da série, mas também o que rendeu maior bilheteria. Quanto aos fãs, resta aguardar: Quantum of Solace, mais novo filme da série, estréia em novembro nos cinemas.
Nota: 8,5
Saturday, February 02, 2008
MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO
(Stranger than Fiction, EUA, 2006) Direção: Marc Forster. Com Will Ferrell, Maggie Gyllenhaal, Emma Thompson, Queen Latifah, Dustin Hoffman. Comédia, 113 min. HBO.
Harold Crick é um sujeito comum que leva uma vida normal como auditor do imposto de renda, até se descobrir como o personagem principal de um livro escrito por Kay Eiffel, uma consagrada autora, cuja voz ele passa a escutar de modo estranho. O problema é que os romances de Eiffel sempre terminam com a morte de seus personagens principais. Confesso que nunca gostei das atuações de Ferrell em comédias, mas devo admitir que aqui, ele está muito bem. O roteiro de Zach Helm é interessante e bem escrito, chegando a lembrar os de Charlie Kaufman (Quero Ser John Malkovich) e guarda um belo monólogo ao final. O encontro entre a escritora e seu personagem é quase antológico.
Nota: 8,0
SUPER NACHO
(Nacho Libre, EUA, 2006) Direção: Jared Hess. Com Jack Black, Ana de la Requera, Hector Jimenez, Darius Rose, Moises Arias, Eduardo Gómez. Comédia. 92 min. Telecine Premium.
Nacho é o cozinheiro de um orfanato no México que se inscreve em um campeonato de luta livre, quando descobre que o lugar está prestes a falir. A princípio, sua intenção é ganhar dinheiro, mas as coisas mudam quando ele se apaixona pela bela Encarnación, uma freira que acaba de chegar no convento. Uma divertida bobagem, que acaba se tornando mais engraçada por causa do talento do comediante Jack Black.
Nota: 7,0
OS INFILTRADOS
(The Departed, EUA, 2006) Direção: Martin Scorsese. Com Leonardo Di Caprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg, Anthony Anderson, Vera Farmiga, Martin Sheen, Alec Baldwin. Drama, 144 min. HBO.
Este não é o melhor trabalho do diretor Martin Scorsese, responsável por clássicos modernos como Taxi Driver e Os Bons Companheiros. Ainda assim, é um ótimo filme, que fez por merecer os 4 Oscars que levou no ano passado (filme, diretor, montagem e roteiro adaptado). Trata-se de uma refilmagem do policial chinês Conflitos Internos. Os Infiltrados mostra a ascensão de dois personagens em campos opostos: Colin Sullivan, um jovem mafioso protegido do chefão Frank Costello, ingressa na força policial de Boston, enquanto Billy Costigan é um policial que se infiltra no grupo de Costello. Um retrato tenso e eficiente da máfia irlandesa nos Estados Unidos, com grandes atuações de praticamente todo o elenco.
Nota: 8,0